VIDA CONTEMPLATIVA

VIVENDO COM MARIA A VIDA CONTEMPLATIVA 

   “A Igreja e o mundo de hoje, tem uma enorme

necessidade do testemunho de vidas

dadas sem reservas a Deus”.

Papa João Paulo II


A vida religiosa contemplativa, assim como todas as formas de vida consagradas, é um chamado especial de Deus, porém vivida mais intensamente, pois seu apostolado é a oração. A vida do contemplativo torna-se uma oração viva e constante na presença de Deus qual vela acesa sobre o altar.

Na Ordem da Imaculada Conceição, temos como modelo e guia nossa Mãe Imaculada, que no plano da redenção, confiando plenamente nos desígnios de Nosso Pai Celestial, “conservou todas as coisas e meditava sobre elas em seu coração (Lc 2,19)”. Em existência humilde e atitude permanente de fé, Maria responde ao amor infinito de Deus com seu Fiat (Lc 1,38), gerando o Filho de Deus e convertendo-se em fonte de salvação para todo o gênero humano” CCGG

Da mesma forma, nós Concepcionistas Franciscanas, somos chamadas a fazer parte do plano   salvífico  de Deus para a humanidade indo ao encontro do que podemos chamar como maior problema que há no mundo: a ausência de Deus no coração do homem. Numa vida oculta, silenciosa, humilde e orante, como a de nossa Santíssima Mãe, participamos da vida da Igreja ajudando a sua obra missionária rogando a Nosso Senhor que não deixe faltar operários para a Sua messe. E da vida do próximo, de um modo mais universal, pois aonde territorialmente nossos pés não podem chegar, pela oração conseguimos alcançar o coração Daquele que conhece as reais necessidades do mundo e tudo pode realizar porque são insondáveis seu amor e poder.

É uma vida de trabalho (pois nós mesmas cuidamos de todos os afazeres do Mosteiro) e oração, porém a oração tem preferência sobre o trabalho. Tudo que fazemos no nosso dia a dia procuramos faze-lo para a maior glória de Deus, como nos diz a Palavra: “Pois Nele vivemos, nos movemos e existimos (At, 17,27)”.

Há quem possa pensar que uma vida disciplinada, com horário para tudo, oração, trabalho, clausura e reduzido contato com o exterior deva ser uma vida pesada e triste. Ao contrário, embora seja uma vida bem séria e dada sem reservas Deus, não é pesada nem tampouco triste. Podemos dizer seguramente que somos muito felizes, vivemos com o coração em paz e unidas a Cristo que é a verdadeira e única fonte de alegria.

         Abraçar esta vida é cooperar para a glória de Deus, a salvação de seus filhos e a felicidade do mundo, é viver numa palavra, o Evangelho.


Ir.Francisca Beatriz de Maria.OIC

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